PAULA MEYER
domingo, 27 de maio de 2012
Forma como Todorov analisa a percepção de Colombo acerca do território por ele descoberto
A percepção
de Colombo acerca do território por ele descoberto são apoiados em três esferas:
natural, divina e humana.
Em relação
a natural, Colombo fica admirado ao visualizar as terras da América, prova
disso é o uso excessivo de superlativos
que ele utiliza para descrever `os lugares mais bonitos que seus olhos já
puderam ver`. Com descrições detalhadas,
os escritos de Colombo e particularmente o diário da primeira viagem, revelam
uma atenção constante a todos os fenômenos naturais.
Segundo o
autor, Colombo era mais perspicaz quando observava a natureza do que quando
tentava compreender os indígenas. Colombo não é bem sucedido na comunicação
humana porque não estava interessado nela, não
reconhecia a diversidade das línguas e se preocupava mais em nomear o ``mundo
virgem`` que via, do que tentar a comunicação com outro povo.
Para ele, ``a natureza tem certamente
mais afinidade com Deus do que com os homens [...]`` (p. 24). Em relação a
esfera divina; Colombo não acreditava unicamente no dogma cristão, acreditava
também em ciclopes e sereias, em amazonas e homens com caudas e a sua crença
fazia com que ele visse tudo o que acreditava. Em seu Diário, Colombo relata
como encontrou tais seres durante sua viagem.
Viagem esta que para Colombo
era de maior importância conseguir a expansão do cristianismo do que o ouro tão
almejado pelos mandatários da expedição, os Reis da Espanha e marinheiros. Como salientou Todorov: `O ouro
é um valor humano demais para interessar a Colombo``(p.12) Um dos grande motivadores
de Colombo durante a viagem era a vitória universal do cristianismo.
Assim, para conseguir seu
objetivo Colombo procura confirmações para sua verdade. Entende o que quer
entender, procura o que quer encontrar com a finalidade de justificar no que
acreditava. Colombo, assim como ao personagem Dom Quixote escrita por Miguel de
Cervantes fazia com que suas ilusões fossem mais fortes que a realidade.
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HISTÓRIA DA AMÉRICA
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
"Guia Politicamente Incorreto da América Latina", uma inovação ou um atraso?
Além de Gomes, outros jornalistas como Leandro Narloch e Duda Teixeira escreveram conjuntamente o livro “Guia Politicamente Incorreto da América Latina”. Nele, os autores tentam “derrubar do pedestal o que chamam de “falsos heróis latino-americanos”, no entanto segundo a professora e historiadora brasileira, especializada em História da América Latina Maria Ligia Coelho Prado “os autores apresentam no Guia uma visão desdenhosa sobre a História da América Latina”. Para Prado, essa desqualificação só pode ser entendida pelo desconhecimento do assunto. Para comprovar essa afirmação a historiadora analisa intersubjetivamente a obra dos jornalistas.
Nesta análise Prado nos mostra a problemática das fontes bibliográficas utilizadas pelos autores. Segundo a historiadora os autores cometeram um grande erro no capítulo sobre Salvador Allende, isso porque eles retiraram informações do livro do chileno Victor Farias que constava que Allende era racista e anti-semita, no entanto, segundo a Fundação Presidente Allende, da Espanha a tese original de Allende não era essa pois o político estava apenas reproduzindo frases de Lombroso. Outro erro cometido pelos jornalistas é a questão deles utilizarem a “voz de autoridade” de um historiador consagrado, como é o caso de Friedrich Katz, apenas para dar “credibilidade aos argumentos do Guia”. Para isso utilizam apenas dados específicos mudando completamente o sentido que Katz atribuí à Pancho Villa, já que o renomado historiador analisa a trajetória pessoal e política de Villa integrada ao contexto social do México.
Essa falta de explicação por parte desses jornalistas vem “de encontro” com o que o historiador francês Jacques Le Goff escreveu in História e Memória já que, segundo ele: “A história deve esclarecer a memória e ajudá-la a reficar os seus erros”. (p. 29), assim ela não pode apenas atribuir valores como é o caso de Narloch e Teixeira , pois desta forma a história se torna subjetiva. Como Le Goff salienta não existe nenhuma obra objetiva por completo, mas com boas fontes o pesquisador pode tentar se aproximar ao máximo da objetividade histórica que se constoí pouco a pouco: “através de revisões incessantes do trabalho histórico” (p. 33).
Além dessa questão, Le Goff nos mostra que quando um historiador quer realizar uma critica ele deve: “basear-se, pelo menos em parte, em critérios “científicos”” (p. 31) e, como já citado Narloch e Teixeira passaram longe de critérios científicos. Vemos a diferença entre a crítica realizada pelos jornalistas em sua obra “Guia Politicamente Incorreto da América Latina” e a crítica que a historiadora Prado realizou à esses autores. A crítica de Prado realiza esta apoiada em critérios científicos já que ela deseja se aproximar cientificamente da “verdade”, diferentemente dos autores ela explica o porque está errado e não apenas reproduz alguma afirmação retindo-o do seu contexto inicial. Vemos que a historiadora não procura apenas a imparcialidade, mas sim a objetividade historica.
Desta forma, acredito que essa crítica de Prado não é uma “richa” contra os jornalistas que tem escrito sobre história, mas ela está apenas exercendo um dos deferes dos historiadores que é a busca insensante de fontes. Acredito que a popularização da História é algo positivo, já que rompe as barreiras deixadas por muitos historiadores que acreditam que a história deve ser lida apenas por pessoas da academia. No entanto, tenho consciência de que a história pode servir como um meio de controle, de manipulação por isso os escritores devem ter responsabilidade e severidade na hora de publicarem sua obra e não pensarem apenas em vender exemplares.
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PRÁTICAS DE ENSINO EM HISTÓRIA
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás
O imenso continente africano, pouco conhecido entre nós é muito bem retratado no filme Atlântico Negro- Na Rota dos Orixás (1988) dirigido por Renato Barbieri. Este documentário de 54 minutos mostra o tráfico de Escravo da África para o Brasil em que mais de 4 milhões de negros foram embarcados na Costa Africana com destino a Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande de Sul.
No entanto, o documentário não apenas nos apresenta o tráfico negreiro como nos faz refletir mais criticamente sobre este, já que, como mostrado no documentário os escravistas estavam interessados exclusivamente na força de trabalho do africano, mas nos porções dos navios além de músculos os africanos tinham ideias, sentimentos, tradições, mentalidades, hábitos alimentares, ritmos, canções, crenças religiosas e formas de ver a vida e todas essas questões eram levadas dentro da alma deste africano.
Desta forma vemos o quanto o Africano sofreu não apenas fisicamente - questão apresentada em livros didáticos, mas sofreu e muito pscicologicamente. Esta questão é muito discutida no documentário, e considero de extrema importância para que consigamos ter uma visão mais ampliada sobre o que realmente foi a escravidão, sobre a questão ideológica em que os escravistas consideravam que apenas seu modo de ver o mundo estava correto.
Infelizmente essa concepção não encontra-se apenas no passado, vemos até hoje essa diferenciação como um modo de controlar as pessoas e a África continua sofrendo com esses moldes que são impostos como mostra o documentário, já que a mídia nos apresenta na maioria das vezes a África como algo negativo pois exalta apenas as tragédias, guerras, fome.
Este belíssimo documentário mostra imagens da vida cotidiana e da cultura africana desconhecidos por nós, além de apresentar elementos que nos aproximam da África, como as dimensões: religiosa, musical, gestual, gosto pelas cores, alegria, ritmos, danças e até a forma como falamos a Língua Portuguesa. Estes elementos comprovam o quanto a África e o Brasil estão ligados. Desta forma, se deixarmos a África de lado nunca conseguiremos entender o Brasil a fundo.
Por isso, Barbieri e sua equipe fizeram a conexão entre esses dois mundos, separados pelo oceano atlântico, mas ainda unidos pelos orixás. Este documentário espetacular contemplado por vários prêmios deve ser assistido uma vez que nos desenvolve um pensamento mais crítico sobre a escravização e nos aproxima do continente africano travando relações entre Brasil e África.
No entanto, o documentário não apenas nos apresenta o tráfico negreiro como nos faz refletir mais criticamente sobre este, já que, como mostrado no documentário os escravistas estavam interessados exclusivamente na força de trabalho do africano, mas nos porções dos navios além de músculos os africanos tinham ideias, sentimentos, tradições, mentalidades, hábitos alimentares, ritmos, canções, crenças religiosas e formas de ver a vida e todas essas questões eram levadas dentro da alma deste africano.
Desta forma vemos o quanto o Africano sofreu não apenas fisicamente - questão apresentada em livros didáticos, mas sofreu e muito pscicologicamente. Esta questão é muito discutida no documentário, e considero de extrema importância para que consigamos ter uma visão mais ampliada sobre o que realmente foi a escravidão, sobre a questão ideológica em que os escravistas consideravam que apenas seu modo de ver o mundo estava correto.
Infelizmente essa concepção não encontra-se apenas no passado, vemos até hoje essa diferenciação como um modo de controlar as pessoas e a África continua sofrendo com esses moldes que são impostos como mostra o documentário, já que a mídia nos apresenta na maioria das vezes a África como algo negativo pois exalta apenas as tragédias, guerras, fome.
Este belíssimo documentário mostra imagens da vida cotidiana e da cultura africana desconhecidos por nós, além de apresentar elementos que nos aproximam da África, como as dimensões: religiosa, musical, gestual, gosto pelas cores, alegria, ritmos, danças e até a forma como falamos a Língua Portuguesa. Estes elementos comprovam o quanto a África e o Brasil estão ligados. Desta forma, se deixarmos a África de lado nunca conseguiremos entender o Brasil a fundo.
Por isso, Barbieri e sua equipe fizeram a conexão entre esses dois mundos, separados pelo oceano atlântico, mas ainda unidos pelos orixás. Este documentário espetacular contemplado por vários prêmios deve ser assistido uma vez que nos desenvolve um pensamento mais crítico sobre a escravização e nos aproxima do continente africano travando relações entre Brasil e África.
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HISTÓRIA DA ÁFRICA
PRECONCEITO
Esse tema é tão discutido, mas acredito que pouco refletido pelas pessoas que levantam alguma bandeira para defender alguma causa. O ser humano é preconceituoso, afinal temos o hábito de formar ideias ou conceitos antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial. No entanto, o que realmente importa é como lidamos com o nosso preconceito.
Ainda hoje existem pessoas que partem para agressão verbal e até física com a finalidade de machucar aquela pessoa que em seu conceito não faz parte do padrão dele. Isso é fósmeo, são pessoas que acham que apenas seu modo de pensar é correto.
Esse pensamento só gera a arrogância e o desentendimento, por isso não sou a favor de levantarmos bandeiras diferentes e sim uma bandeira única: a do respeito ao próximo. Enquanto houver divisão haverá preconceito, por isso sou contra qualquer tipo de divisão.
Acredito que, enquanto as pessoas continuarem se fazendo de vítima o mundo continuará do jeito que está. Estou afirmando isso porque parece que só um grupo de pessoas sofre, e, não é a realidade.
Se pensarmos bem veremos que: o índio, o negro, o branco, a mulher, o homem, o feio, o bonito, o pobre, o rico, o homossexual, o heterossexual sofrem preconceito, e, se continuarmos nos separando em grupos o ciclo só tende a piorar.
Por isso, vamos nos juntar ao invés de nos separar. Vamos lidar com os nossos preconceitos de uma forma sadia, aprendendo com o outro, e não nos afastando daquele que tem muito a nos ensinar.
Por isso, vamos nos juntar ao invés de nos separar. Vamos lidar com os nossos preconceitos de uma forma sadia, aprendendo com o outro, e não nos afastando daquele que tem muito a nos ensinar.
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REFLEXÃO
segunda-feira, 13 de junho de 2011
História e Memória- Jacques Lê Goff
Na obra História e Memória de Jacques Lê Goff, o autor nos mostra o conceito de memória que segundo ele é “crucial para a história da humanidade”. Memória esta que passou por diferentes papéis no decorrer da história, como vemos nas sociedades de memória oral (ágrafa). Nelas, a memória coletiva tem nítida a origem dos clãs ou famílias e nos mitos de origem.
Há pessoas especializadas no ofício de transmitir e guardar essas tradições, são eles: “[...] genealogista, guardiões dos códices reais, historiadores da corte, tradicionalistas”. (p. 425). Estes “guardiões da memória” são essenciais também para transmitir o saber técnico (os segredos do ofício).
Com o surgimento da escrita, a memória torna-se física e desta forma permite a preservação da memória comemorativa além de usá-la como propaganda. Esta, por sua vez, influencia a memória coletiva. Como por exemplo, os chefes políticos que tornam-se donos da memória coletiva, já que usam artefatos, como as estelar, para justificar suas atitudes como um rei.
A manipulação da memória coletiva é feita de várias formas, ignorando os fatos negativos, que não são do interesse do governo, e exaltando grandes feitos, como conquistas militares. Os meios utilizados são pinturas, monumentos, nomes de ruas, de praças. Um exemplo dessa manipulação é o quadro de Pedro Américo, sobre a Independência Brasileira. Nele, há uma mitificação do fato ocorrido, distanciando da realidade e exaltando o grupo que chega ao poder.
O autor também descreve as sociedades quentes e frias. As sociedades frias são sociedades sem ruptura, atemporais e enxergam o mundo sincrônica e diacronicamente ao mesmo tempo. O rito nessas sociedades é essencial para que seus costumes sejam perpetuados.
Ao contrário das sociedades frias, nas sociedades quentes há uma ruptura que muitas vezes carrega um caráter ideológico. Prova disso, foi uma entrevista que Zizek mostrou uma concepção diferente do outro autor citado por ele, Fukuyama , esse coloca o comunismo “no lixo histórico”, propondo uma ruptura temporal com o fim da União Soviética e solidificando a vitória capitalista. Zizek vai de encontro a esse pensamento, uma vez que não coloca o comunismo no passado e sim no “presente histórico” pois, alguns valores dessa ideologia podem ser úteis para a sociedade.
Como vemos, a ideologia vencedora não traz as qualidades da ideologia derrotada e, desta forma, não existe neutralidade. Por isso, a periodização é uma questão muito debatida e não de hoje já que, desde a Antiguidade clássica os filósofos se preocupavam com a manipulação da memória escrita, como no seguinte trecho:
“(...)Platão, no Fredo (274c-275b), coloca na boca de Sócrates a lenda do deus egípcio Thot, patrono dos escribas e dos funcionários letrados, inventor dos números, do cálculo, da geometria e da astronomia, do jogo de dados e do alfabeto. E sublinha que, fazendo isso, o deus transformou a memória, mas construiu, sem dúvida, mais para enfraquece-la do que para desenvolve-la: o alfabeto "engendrará esquecimento nas almas de quem o aprender: estas cessarão de exercitar a memória porque, confiando no que está escrito, chamarão as coisas à mente não já do seu próprio interior, mas do exterior, através de sinais estranhos. Tudo aquilo que encontraste não é uma receita para a memória, mas para trazer as coisas à mente" (ibidem, 275a). (p.433)
Há pessoas especializadas no ofício de transmitir e guardar essas tradições, são eles: “[...] genealogista, guardiões dos códices reais, historiadores da corte, tradicionalistas”. (p. 425). Estes “guardiões da memória” são essenciais também para transmitir o saber técnico (os segredos do ofício).
Com o surgimento da escrita, a memória torna-se física e desta forma permite a preservação da memória comemorativa além de usá-la como propaganda. Esta, por sua vez, influencia a memória coletiva. Como por exemplo, os chefes políticos que tornam-se donos da memória coletiva, já que usam artefatos, como as estelar, para justificar suas atitudes como um rei.
A manipulação da memória coletiva é feita de várias formas, ignorando os fatos negativos, que não são do interesse do governo, e exaltando grandes feitos, como conquistas militares. Os meios utilizados são pinturas, monumentos, nomes de ruas, de praças. Um exemplo dessa manipulação é o quadro de Pedro Américo, sobre a Independência Brasileira. Nele, há uma mitificação do fato ocorrido, distanciando da realidade e exaltando o grupo que chega ao poder.
O autor também descreve as sociedades quentes e frias. As sociedades frias são sociedades sem ruptura, atemporais e enxergam o mundo sincrônica e diacronicamente ao mesmo tempo. O rito nessas sociedades é essencial para que seus costumes sejam perpetuados.
Ao contrário das sociedades frias, nas sociedades quentes há uma ruptura que muitas vezes carrega um caráter ideológico. Prova disso, foi uma entrevista que Zizek mostrou uma concepção diferente do outro autor citado por ele, Fukuyama , esse coloca o comunismo “no lixo histórico”, propondo uma ruptura temporal com o fim da União Soviética e solidificando a vitória capitalista. Zizek vai de encontro a esse pensamento, uma vez que não coloca o comunismo no passado e sim no “presente histórico” pois, alguns valores dessa ideologia podem ser úteis para a sociedade.
Como vemos, a ideologia vencedora não traz as qualidades da ideologia derrotada e, desta forma, não existe neutralidade. Por isso, a periodização é uma questão muito debatida e não de hoje já que, desde a Antiguidade clássica os filósofos se preocupavam com a manipulação da memória escrita, como no seguinte trecho:
“(...)Platão, no Fredo (274c-275b), coloca na boca de Sócrates a lenda do deus egípcio Thot, patrono dos escribas e dos funcionários letrados, inventor dos números, do cálculo, da geometria e da astronomia, do jogo de dados e do alfabeto. E sublinha que, fazendo isso, o deus transformou a memória, mas construiu, sem dúvida, mais para enfraquece-la do que para desenvolve-la: o alfabeto "engendrará esquecimento nas almas de quem o aprender: estas cessarão de exercitar a memória porque, confiando no que está escrito, chamarão as coisas à mente não já do seu próprio interior, mas do exterior, através de sinais estranhos. Tudo aquilo que encontraste não é uma receita para a memória, mas para trazer as coisas à mente" (ibidem, 275a). (p.433)
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PRÁTICAS DE ENSINO EM HISTÓRIA
segunda-feira, 11 de abril de 2011
A EDUCAÇÃO PARA A SOCIEDADE CRÍTICA
Diferentemente de Durkheim, vemos em Marx uma preocupação com a educação, mas não uma teoria de educação. Mesmo sem uma teorização de educação “[...] a concepção de Marx sobre a sociedade capitalista permite pensar criticamente a educação e a escola”. (MEKSENAS, p. 59)
Para Marx a escola é um elemento de reprodução dos interesses da classe empresarial para ajudá-la a manter seu poder e domínio sobre a classe trabalhadora.
Entretanto, devemos entender que quando Marx fez essa afirmação, não foi no sentido de que a escola não deve ser freqüentada, e que não tem importância nenhuma, mas que as pessoas devem ser reflexivas e exigirem uma educação de qualidade.
Além dessa exigência Marx diz que as pessoas devem: “[...] atuar dentro e fora da escola para que ela se transforme numa instituição que possa representar também os interesses da classe trabalhadora.” (MELKSENAS, p. 63)
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EDUCAÇÃO
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